Linha Interhospitais arrecada R$ 6,7 mil, mas custa R$ 36,4 mil

Segundo Noemia Rocha, os dados servirão de subsídio “para a propositura de novas ferramentas, modelos e melhoria do sistema”. (Foto: Chico Camargo/CMC)

Segundo Noemia Rocha, os dados servirão de subsídio “para a propositura de novas ferramentas, modelos e melhoria do sistema”. (Foto: Chico Camargo/CMC)

     A Prefeitura de Curitiba respondeu um pedido de informações da vereadora Noemia Rocha (PMDB) a respeito do funcionamento, em detalhes, da linha Interhospitais, que circula por diversos estabelecimentos de saúde da cidade (062.00242.2015). Uma das respostas do ofício (leia na íntegra) encaminhado à Câmara Municipal foi sobre os gastos deste sistema. De acordo com a Urbs, responsável por sua avaliação operacional, “atualmente a linha roda aproximadamente 7.650 km/mês, custando R$ 36.420,28/mês e arrecadando R$ 6.765,00, tendo portanto um deficit de R$29.655,28/mês, mesmo com readequações”.

      Ainda conforme a Urbs, a linha é mais utilizada por pessoas que vêm do interior para se tratar na capital, e não por pacientes da cidade. “Na implantação, ficou definido como ponto de partida a Rodoferroviária, em função dos pacientes de fora de Curitiba que buscam entidades de Curitiba, e priorizou o atendimento às entidades mais procuradas. Para acessar essas entidades, os moradores de Curitiba utilizam a RIT – Rede Integrada de Transporte em função de seus endereços e destinos desejados e não a linha Interhospitais.”

     A respeito do itinerário, o Executivo informou que a linha é de característica circular, priorizando as entidades localizadas em um raio de 3 km da área central. Parte da Rodoferroviária e passa pelos hospitais Cajuru, Nações, Fraturas, Clínicas, Mãe Curitibana, Nossa Senhora das Graças, Evangélico, Militar, Cruz Verme lha, São Vicente e Pequeno Príncipe.

        Ainda de acordo com o ofício, a linha entrou em operação com três veículos exclusivos (dois operantes e um reserva), em função da cor diferenciada. “Porém, face ao pouco uso, em média 2.050 passageiros pagantes/mês, a linha é extremamente deficitária”, explicou ao expor os valores gastos e arrecadados.

       Por fim, Noemia quis saber se existem ônibus que fazem a ligação dos hospitais às Unidades de Saúde. “Não existem linhas exclusivas e/ou especiais que efetuam a ligação hospitais às unidades de saúde. Todas as unidades de saúde têm atendimento com linhas de transporte coletivo da RIT. Os deslocamentos dos pacientes das US aos hospitais conveniados são realizados com ambulância”, informou o prefeito Gustavo Fruet. Segundo a vereadora, os dados servirão de subsídio “para a propositura de novas ferramentas, modelos e melhoria do sistema”.

Fonte: Site da CMC

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