Vereadoras pedem maior participação feminina na política

“As mulheres precisam acreditar nas próprias mulheres. Não é possível que as mulheres pensem assim: 'acredito mais no político, do que na mulher política'”, diz Noemia. (Foto – Chico Camargo/CMC)

“As mulheres precisam acreditar nas próprias mulheres. Não é possível que as mulheres pensem assim: ‘acredito mais no político, do que na mulher política’”, diz Noemia. (Foto – Chico Camargo/CMC)

     A bancada feminina ocupa apenas 13% das cadeiras da Câmara Municipal. São cinco, entre 38 vereadores de Curitiba. Nas eleições municipais de 2012, 198 mulheres concorreram a uma dessas vagas, contra 510 homens. As cinco eleitas somaram 38.396 votos, contra 242.695 dos homens. Em votos válidos – no total, foram 975.182 (excluídos os nulos e em branco) – a diferença é ainda maior: as vereadoras tiveram apenas 4,22% dos votos, enquanto os eles representaram 26,53%.

      Para Professora Josete (PT), esta desproporcionalidade na disputa e na ocupação de cargos eletivos é um reflexo da cultura machista, que a mulher ainda não conseguiu romper por completo. “Apesar das mulheres estarem conquistando cargos importantes na política, a dificuldade da participação delas é grande. E há, ainda, o próprio preconceito da mulher. Historicamente, o papel do homem é do poder e o espaço da mulher é o doméstico”.

      A disparidade entre os sexos também é verificada em outras casas legislativas. No pleito do ano passado, apenas 4 mulheres garantiram uma das 54 cadeiras da Assembleia Legislativa do Paraná. No Congresso Nacional, são apenas 63 parlamentares mulheres – 51 deputadas federais e 12 senadoras que buscam seu espaço entre 462 deputados e 69 senadores.

       Noemia Rocha acredita que, apesar de serem ampla maioria nas urnas, as mulheres não se posicionam em relação à sua própria participação na política. “As próprias eleitoras precisam mudar seu conceito. Pode ser segmentado, mas temos de fazer a campanha ‘mulher vota em mulher’. As mulheres precisam acreditar nas próprias mulheres. Não é possível que as mulheres pensem assim: ‘acredito mais no político, do que na mulher política’.”

Fonte: Site da CMC

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