Cine Passeio é aprovado em plenário, mas dividiu vereadores

21     Com 23 votos favoráveis, foi aprovado nesta terça-feira (2) o crédito orçamentário que destina R$ 6,3 milhões à reforma do edifício que abrigará o Cine Passeio – espaço a ser administrado pela Fundação Cultural de Curitiba, em prédio antes ocupado pelo exército brasileiro na rua Riachuelo. Rogerio Campos (PSC) votou contra a iniciativa do Executivo. Chicarelli (PSDC), Chico do Uberaba (PMN), Mestre Pop (PSC), Noemia Rocha (PMDB) e Tiago Gevert (PSC) se abstiveram (013.00013.2014).

      O debate em plenário ficou dividido entre dois grupos de vereadores, com parte dos parlamentares defendendo que os recursos seriam melhor investidos em áreas essenciais, como saúde e educação. E outro grupo afirmando que investimentos na área da cultura são importantes para a cidade e não podem deixar de ser feitos. “Eu sou de origem humilde, de uma casa em que nós comíamos arroz, feijão e ovo, mais uma ‘mistura’ quando dava. A cultura é essa mistura que não pode faltar”, chegou a argumentar Pedro Paulo (PT), líder do prefeito, ao pedir a aprovação da matéria em plenário.

      Chicarelli, Rogério Campos e Chico do Uberaba centralizaram as críticas ao volume de investimentos no Cine Passeio, cujo debate começou na sessão de ontem e se estendeu até as 13 horas de hoje. “A prefeitura precisa voltar a investir no básico, pois não adianta ir ao cinema se tiver que pegar ônibus caminhando no barro”, reclamou Campos. “Alguns vereadores não conhecem a realidade do povo”, chegou a afirmar, em defesa de mais investimentos na periferia da cidade.

      “Se está faltando captopril (remédio para pressão) na unidade de saúde do meu bairro, para a população, não posso concordar com esses recursos para um cinema”, afirmou Chico do Uberaba. “Se falta recurso para pôr em operação unidade de saúde não é o momento de fazer essa despesa. E ainda estou receoso sobre o funcionamento do espaço. A Fundação Cultural de Curitiba vai terceirizar? Acho que ela não tem pessoal para cuidar da estrutura”, disse Chicarelli, na segunda-feira.

      Noemia Rocha, líder da oposição, reclamou de os remanejamentos orçamentários enviados pela Prefeitura de Curitiba misturarem matérias de conteúdo diferente. “Nesse caso o projeto destina recursos para o cinema, mercado municipal e outra unidade de saúde. Daí se votamos contra uma, votamos contra outra. Só que não somos contra a saúde, que é a principal demanda da população neste momento”, reclamou a parlamentar.

Fonte: Site da CMC

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